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Palestrantes debatem sobre a colocação do trabalhador com deficiência no mercado de trabalho

A Mesa 1 do XIII Congresso da Rede Mineira das Apaes debateu na tarde desta sexta-feira (16) sobre a colocação do trabalhador com deficiência intelectual na empresa com a metodologia do emprego apoiado. Participaram do debate Flávio Gonzalez, Sílvia dos Santos e Patrícia Valadares.

Emprego apoiado é uma metodologia que visa à inclusão no mercado competitivo de trabalho de pessoas em situação de incapacidade mais significativa, respeitando e reconhecendo suas escolhas, interesses, pontos fortes e necessidades de apoio.

Flavio Gonzalez, da Apae de São Paulo, mostrou o histórico e a evolução do conceito de emprego apoiado, que nasceu nos primeiros anos da década de 80 nos Estados Unidos. “Emprego apoiado é um processo, não precisa de uma grande estrutura para realizá-lo”, explicou.

De acordo com Gonzalez, pesquisas apontam que quanto maior o tempo que a pessoa com deficiência passa em uma oficina profissionalizante, menor são as probabilidades de ingressão no mercado de trabalho. Diante disso, a Apae de São Paulo mudou sua metodologia: a pessoa com deficiência começa primeiro a trabalhar no emprego de sua escolha, recebendo no posto de trabalho toda a formação e apoio de que necessita.

Sílvia dos Santos, da Apae de Bauru (SP), explicou que a instituição tem um Programa de Emprego Apoiado onde não descarta a preparação/formação da pessoa com deficiência, porém, por um tempo limitado, com cursos de carga horária menor. “Quanto melhor o formato desses cursos oferecidos, maior o índice de colocação e permanência no emprego”, afirmou.

Para Sílvia, essa metodologia utilizada amplia as possibilidades de sucesso e fortalece ações de defesa de direitos e busca da igualdade de oportunidades para a pessoa com deficiência.

Patrícia Valadares, coordenadora de ações integradas da Apae de Belo Horizonte, também trouxe a experiência da instituição no emprego apoiado. A Apae BH adaptou a questão do emprego apoiado, inserindo primeiro a pessoa com deficiência no mercado de trabalho para depois capacitar, porém, continua com oficinas para trabalhar questões básicas de comportamentos e atitudes dentro do ambiente laboral. “Nós apoiamos e acompanhamos tanto a pessoa com deficiência quanto as empresas”, explicou.

Segundo Patrícia, a Apae BH trabalha com o conceito de autodeterminação dentro do trabalho apoiado, que é a capacidade da pessoa com deficiência de realizar escolhas, tomar decisões e assumir responsabilidades, em quatro eixos: autoconhecimento, autonomia, autogestão e emponderamento.

Ambos os palestrantes reconheceram a importância da família no apoio à pessoa com deficiência para entrar no mercado de trabalho.

A moderadora da mesa foi Darci Fioravante, superintendente da Apae de Belo Horizonte.

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